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Ansiedade ou Arritmia?

Ansiedade ou Arritmia? Saiba mais sobre os sintomas mais comuns, quando é grave e como prevenir.

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e a SOBRAC (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas), o termo “arritmia” se refere a alterações no ritmo normal do coração, que pode bater muito rápido (taquicardia, mais que 100 batimentos por minuto), muito lento (bradicardia, menos que 60 batimentos por minuto) ou de forma irregular, como na Fibrilação Atrial (FA – ritmo caótico, irregular e geralmente acelerado).

 

  • Quais são os sintomas mais comuns: palpitações, tontura, falta de ar, desmaios?

Os sintomas mais comuns são palpitações (sensação de batimentos cardíacos irregulares, rápidos, “falhando” ou “pausando”), fadiga, dispneia (falta de ar), tontura, pré-síncope (sensação de desmaio) e, menos  frequentemente, síncope (perda transitória da consciência, mais comum em arritmias mais graves ou relacionadas a problemas estruturais do coração) e dor torácica. 

 

  • Arritmia x Ansiedade: como diferenciar?

A diferenciação depende da análise do contexto clínico, da correlação dos sintomas com achados objetivos (por exemplo, um eletrocardiograma durante o episódio) e da exclusão de causas cardíacas antes de atribuir os sintomas à ansiedade.

Existem momentos em que é normal ter batimentos cardíacos acelerados ou lentos. Por exemplo, o coração pode bater mais rápido durante o exercício ou mais devagar durante o sono.

Os sintomas de ansiedade geralmente incluem preocupação excessiva, medo, nervosismo, sudorese, tremores e sensação de aperto no peito, além das palpitações. Os sintomas costumam ser mais prolongados, menos abruptos, e frequentemente associados a gatilhos emocionais ou situações de estresse. A ansiedade pode cursar com sintomas físicos semelhantes aos das arritmias, mas a ausência de correlação eletrocardiográfica durante os episódios é um dado importante para afastar a causa cardíaca.

  • Quando é grave? Citar tipos benignos vs. malignos e os riscos de morte;

A maioria das arritmias é benigna.

Batimentos cardíacos prematuros, chamados de extrassístoles, são batimentos “extras” que ocorrem um de cada vez, às vezes em padrões que se alternam com um batimento cardíaco regular e, na maioria dos casos, são benignos.

Arritmias cardíacas geralmente são consideradas graves quando causam síncope, instabilidade hemodinâmica (queda abrupta da pressão arterial), ocorrem em pacientes com doença cardíaca estrutural, ou apresentam risco aumentado de morte súbita (como, por exemplo, durante um infarto do miocárdio).

  • O que fazer na crise? 

Se você sentir que seu coração está batendo muito rápido ou muito devagar, ou se estiver falhando uma batida, marque uma consulta para um check-up médico, de preferência com um cardiologista.

Procure atendimento médico de emergência se tiver os seguintes sintomas cardíacos: dor no peito, falta de ar, sudorese fria, desmaio ou palpitação intensa.

  • Como prevenir? 

A prevenção começa com o cuidado diário: alimentação equilibrada, hidratação, principalmente em dias de calor, exercícios físicos regulares, evitar o consumo excessivo de álcool, abolir o tabagismo e controlar o estresse. 

Em pessoas sensíveis, o consumo excessivo de cafeína (presente no café, chás, energéticos e alguns refrigerantes) pode aumentar a frequência cardíaca e causar palpitações em indivíduos sensíveis devido à liberação de adrenalina.

Alguns medicamentos também podem ocasionar arritmias, como anti-inflamatórios, descongestionantes nasais, corticóides, anfetamínicos, alguns antidepressivos e broncodilatadores (medicamentos para asma)

Além disso, realizar exames cardiológicos periódicos ajuda a detectar possíveis alterações e a proteger seu coração.

  1. Quais os principais fatores de risco para arritmias?

– Doença arterial coronariana, doenças cardíacas congênitas, doenças cardíacas valvares e cirurgia cardíaca prévia.

 – Hipertensão arterial.

– Doença da tireoide.

– Apneia obstrutiva do sono.

– Desequilíbrio eletrolítico.

Substâncias no sangue chamadas eletrólitos ajudam a desencadear e enviar sinais elétricos no coração. Potássio, sódio, cálcio e magnésio são exemplos de eletrólitos. Se os níveis de eletrólitos no corpo estiverem muito baixos ou muito altos, isso pode interferir na sinalização cardíaca e levar a batimentos cardíacos irregulares.

– Alguns medicamentos e suplementos.

– Consumo excessivo de álcool.

– Consumo de cafeína, nicotina ou drogas ilícitas.

 

Referencias:

  1. A. Gunawardene et al. PULSE survey: Population Survey on Knowledge, Gaps and Perception of Heart Rhythm disorders—an initiative of the Scientific Initiatives Committee of the European Heart Rhythm Association. EP Europace, Volume 27, Issue 4, April 2025, euaf032, https://doi.org/10.1093/europace/euaf032

Nagpal AK, Pundkar A, Singh A, Gadkari C. Cardiac Arrhythmias and Their Management: An In-Depth Review of Current Practices and Emerging Therapies. Cureus. 2024 Aug 9;16(8):e66549. DOI: 10.7759/cureus.66549.

Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas. Público Geral. Disponível em: https://sobrac.org/publico-geral/. Acesso em: 16 jan. 2026.

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