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DOENÇAS

DO CORAÇÃO

O termo doenças do coração se refere a uma série de condições que afetam o coração e os vasos sanguíneos. Cada uma tem causas, sintomas e formas de prevenção específicos.

 

Clique em cada uma delas para entender os sintomas e como prevenir.

PRESSÃO ALTA (HIPERTENSÃO ARTERIAL)¹

O que é pressão alta?

A pressão alta, ou hipertensão arterial, ocorre quando a força do sangue contra as paredes das artérias se mantém elevada de forma persistente, igual ou acima de 14 por 9. É chamada de doença silenciosa porque, na maioria das vezes, não apresenta sintomas. Sem tratamento contínuo, sobrecarrega o coração, danifica os vasos sanguíneos e aumenta o risco de infarto, AVC e insuficiência renal. Afeta mais de 38 milhões de brasileiros.

Histórico familiar é o principal fator: até 90% dos casos têm relação com herança genética. Alimentação rica em sal, sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool e estresse crônico são os fatores modificáveis mais relevantes. O risco aumenta com a idade e é maior em homens até os 50 anos e em mulheres após os 50. Diabetes e colesterol alto também contribuem para o desenvolvimento da doença.

Na maioria dos casos, a hipertensão não apresenta sintomas. Quando aparecem, geralmente indicam que a pressão já está muito elevada: dor de cabeça intensa, tontura, zumbido no ouvido, falta de ar, palpitações, visão embaçada e, em casos mais graves, sangramento nasal. A única forma de saber é medir a pressão regularmente, pelo menos uma vez por ano para adultos acima de 20 anos.

Reduzir o consumo de sal para menos de 5g por dia. Manter peso saudável e praticar atividade física regularmente. Evitar cigarro e limitar o álcool. Gerenciar o estresse. Medir a pressão periodicamente. Se o diagnóstico for confirmado, o tratamento é para a vida toda. Não interromper a medicação mesmo quando a pressão estiver controlada é fundamental para evitar complicações graves.

ARRITMIA CARDÍACA²

O que é arritmia?

Arritmia é qualquer alteração no ritmo ou na frequência dos batimentos cardíacos. O coração pode bater muito rápido (taquicardia), muito devagar (bradicardia) ou de forma irregular. Algumas arritmias são inofensivas e passageiras. Outras, como a fibrilação atrial, podem favorecer a formação de coágulos e aumentar o risco de AVC. Só um cardiologista pode avaliar a gravidade do caso.

Doenças cardíacas preexistentes como hipertensão, aterosclerose e insuficiência cardíaca são os principais fatores. Tabagismo, consumo excessivo de álcool, cafeína e energéticos também desencadeiam episódios. Sedentarismo, obesidade, diabetes, estresse crônico, apneia do sono e distúrbios da tireoide completam a lista. O envelhecimento e a predisposição genética também aumentam o risco.

Palpitações, sensação de que o coração está acelerado ou pulando batidas. Tontura, falta de ar, fadiga intensa e dor no peito. Em casos mais graves, desmaio ou síncope. Atenção: muitas arritmias são assintomáticas e só são descobertas em exames de rotina. Por isso, não espere sintomas para fazer check-up cardiológico.

Manter hábitos saudáveis é o caminho mais eficaz: alimentação equilibrada, atividade física regular com orientação médica, controle do peso e do estresse. Evitar cigarro, excesso de álcool, cafeína e energéticos. Tratar hipertensão, diabetes e apneia do sono. Fazer acompanhamento cardiológico periódico, especialmente se houver histórico familiar de doenças cardíacas.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA³

O que é insuficiência cardíaca?

A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente para suprir as necessidades do corpo. Não é uma parada cardíaca, mas uma condição crônica e progressiva em que o coração funciona abaixo do necessário. Como resultado, órgãos e tecidos recebem menos oxigênio, o que causa cansaço, acúmulo de líquido e piora gradual da qualidade de vida.

O diabetes e a dislipidemia são os principais fatores de risco.Hipertensão arterial não controlada é a causa mais frequente. Infarto prévio, arritmias, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool também contribuem diretamente. Problemas nas válvulas cardíacas, doença de Chagas e o uso de certos quimioterápicos são fatores menos comuns, mas relevantes. O envelhecimento e o histórico familiar de doenças cardíacas também aumentam o risco.

Cansaço excessivo mesmo em repouso ou em atividades simples como tomar banho ou subir escadas. Falta de ar que piora deitado, obrigando a dormir com a cabeça elevada. Inchaço nos tornozelos, pernas e abdômen. Tosse seca persistente. Necessidade frequente de urinar à noite e ganho rápido de peso por retenção de líquido. Qualquer um desses sinais exige avaliação médica imediata.

A prevenção começa pelo controle das condições que causam a doença: tratar hipertensão e diabetes, manter colesterol em níveis adequados, não fumar e evitar o abuso de álcool. Atividade física regular, com orientação médica, ajuda tanto na prevenção quanto no controle dos sintomas. Acompanhamento cardiológico periódico é essencial, especialmente para quem já teve infarto ou tem histórico familiar de problemas cardíacos.

INFARTO4

O que é o infarto?

O infarto acontece quando o fluxo de sangue para o coração é bloqueado, geralmente por um coágulo ou acúmulo de gordura nas artérias. Sem oxigênio, parte do músculo cardíaco começa a morrer. Cada minuto sem tratamento aumenta os danos permanentes ao coração. É a principal causa isolada de mortes no Brasil.

Hipertensão arterial não controlada é o principal fator de risco. Colesterol alto, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e consumo excessivo de álcool também aumentam significativamente as chances. Histórico familiar e idade avançada são fatores que não podem ser modificados, mas que exigem atenção redobrada.

Dor ou pressão intensa no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço, costas ou mandíbula. Falta de ar, suor frio, náusea e tontura também são sinais de alerta. Os sintomas podem surgir em repouso ou durante esforço físico. Ao menor sinal, ligue 192 (SAMU) imediatamente.

Controlar a pressão arterial e o colesterol com acompanhamento médico regular. Adotar alimentação com menos sal, gordura saturada e açúcar. Praticar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana. Não fumar. Limitar o consumo de álcool. Tratar o diabetes com rigor. Gerenciar o estresse com atividades de relaxamento e sono de qualidade.

AVC5

O que é AVC?

O AVC, conhecido como derrame, ocorre quando uma artéria que leva sangue ao cérebro é bloqueada (AVC isquêmico) ou se rompe (AVC hemorrágico). Sem oxigênio, as células cerebrais começam a morrer rapidamente. É a segunda causa isolada de mortes no Brasil e a principal causa de incapacidade permanente em adultos. Cada minuto sem tratamento pode significar sequelas irreversíveis.

Hipertensão arterial não controlada é o principal fator de risco para o AVC. Fibrilação atrial, colesterol alto, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e consumo excessivo de álcool também aumentam as chances. Histórico familiar, idade avançada e AVC prévio são fatores que exigem acompanhamento médico contínuo.

Fraqueza ou dormência súbita em um lado do rosto, braço ou perna. Dificuldade para falar ou entender o que os outros dizem. Visão turva em um ou nos dois olhos. Dor de cabeça intensa e repentina sem causa aparente. Perda de equilíbrio ou coordenação. Use o método FAST: Face (rosto caído), Arms (braço sem força), Speech (fala arrastada), Time (ligue 192 imediatamente).

Controlar a pressão arterial é a medida mais eficaz. Tratar fibrilação atrial com anticoagulantes quando indicado pelo médico. Adotar alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente e não fumar. Controlar diabetes e colesterol. Evitar o consumo excessivo de álcool. Fazer acompanhamento médico periódico, especialmente se houver histórico familiar de AVC ou doenças cardiovasculares.

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